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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Eu e ela........................distantes

Na sala fica
Dois corações partidos
Um diz que é verdade
Sofre, sofre
Outro nada diz...

Lamento, disfarço
Para não cruzar o seu olhar
A culpa não é minha
E a armadilha do meu coração
Que acreditou em ilusão.

Eu e ela ficamos...assim

“ De um lado, um
Do outro lado, o outro”.

Dois mundos em um só
Nesse cubiculo, em uma sala
No colégio luar azul.

E nesse jogo de amor
Que um sofre, outro não
Quem perdeu foi o meu coração.

Que decidiu ir embora
Se libertar de um mundo
Que não é meu.

E os corações que certa vez
Ficaram cada um
Em um canto da sala.

Passou o tempo
Eu virei escritor, e fui feliz
E o outro continua na sala
em silêncio...

Viagens de um beija flor

Admiro o amanhecer
O jardim das mais belas flores
E o orvalho cristalino.

Que suavemente cai
Na madrugada sobre o campo
A esperar o raiar do dia.

Sou eu a brincar com as palavras
Junto a meu velho caderno de capa dura
E um lapís dinamarquês
Presente de uma camponesa
Nas minhas viagens pelo mundo.

Tantos! quantos? são os meus amigos!
A camponesa
O capitão e seu navio “Luna”
A dama que dançou comigo e partiu.

Até o gato...é o gato
Que no beco me assustou
Tambem virou meu amigo.

Muitas histórias
E que lembro
Em cada rabiscar.

E pensei que bom seria
Se um presente
A esses amigos enviar.

Escrevi cartas em todas as linguas
Ate em “Gates" a lingua dos gatos.

E convidei pequeno beija-flor
A viajar em meu lugar
E lhe disse:

Entregue essas cartas
Contendo o meu carinho
E a amizade que não tem distância.

Não me interprete mal
Pequeno pássaro
Mas não esqueça
De meu velho amigo gato.

Por que sei que é encantado
É Veloz ao deslizar
Na imensidão azul
Nesse céu de verão.

Sei que voa bem alto
Embora apenas te veja
Tão baixo ao lado das flores.

Vai beija - flor
Leve bons sentimentos
A quem essas cartas receber.

E no amanhecer partiu
Ao final da tarde voltou
Com chuva e alegria.

Batendo asas, sorriu
E minha face abraçou
E voltou para seu jardim
Que está dentro do meu velho caderno
Que sempre fica aberto
Esperando ele voltar...

                              

                                          Rodrigo Marcs

Um lápis, um sorriso

Te admiro Lhe faço declarações Desenho jardins. Campos floridos E você a dançar Entre as folhas. Um sorriso Um lápis Um sonho Nossa...