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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Entre os muros do coração



Dias que passam
lembranças perdidas
Coração alarmado.

Por que chora?
Por que fica assim?
Olhar perdido
Sem direção.

Ao criar um muro
Ao redor do teu coração
Não deixaste ninguém entrar
E também ninguém sair.

Ao fazer essa escolha
Se trancou em sua prisão
Olhos cansados
Lágrimas perdidas.

Ao terminar o muro que lhe aprisiona
Seu olhar cansado deixaste uma falha
Ainda há esperança!
No muro deixaste um portão
Com uma velha chave
Que pelas mãos do tempo
Foi lançada sem direção
Para ser esquecida
E nunca ser encontrada.

Passaram se invernos
Estrelas cairão no horizonte
Chuvas e neblinas deixaram lembranças
Ate que o tempo se encontrou com o destino
E lamentou por te deixar aprisionado.

Fizeste o tempo a chave ser encontrada
Por um sentimento esquecido
Em forma de cavaleiro
A fé se revelou.

O muro foi destruido
O sol voltou a brilhar
A lua, as estrelas vem lhe visitar
Seu coração foi liberto.

E entre os muros do seu coração
hoje mora a fé e a felicidade.



segunda-feira, 24 de julho de 2017

É bela Tarde

Corre o dia
Como o rio que não volta
A tarde que enfim chega
Vem trazendo doçura.

Um café da tarde
Um chá tailandês 
Uma velho álbum de fotografia.

É bela tarde que chega 
Uma mensagem
São boas noticias 
É bela tarde.

A visita de um pai 
A surpresa de uma mãe
O abraço de um irmão.

É bela tarde 
Um convite de casamento 
Um amigo ou amiga
Que vem lhe contar boas novas.

É bela tarde
Que bom que chegou
Aquece meu coração 
Me fazendo esperar o amor
Que logo chega
Em pleno final de Inverno.


terça-feira, 18 de julho de 2017

Eu e minha máquina do tempo

São 16:45 no velho relógio de bolso
É inverno em Londres
Fria tarde de 1875.

Dias que passam sem sol
Apenas nuvens vem dançar
Carregadas pelo vento, e pelo tempo.

E na sala vazia fica
Uma mesa
Uma cama
Uma cadeira
E a máquina de escrever.

E na mesa a xícara de chá
Um prato com bolo
Talvez doce, ou não.

Aqui as paredes não tem cor
Nesta velha casa
Abrigo de histórias
De cavaleiros e damas.

O meu coração bate
Está lento, já não é mais o mesmo
A idade avança
Os olhos cansam
A vida acaba
Nesta casa.

A minha fuga é a velha máquina
Me transporta para muitos lugares
Viagens que foram feitas
Ou apenas sonhadas.

Sem sair do lugar
Nesta tarde eu posso
Viajar no tempo.

Permito que meus dedos calejados
Encontrem na máquina
Os números 2.0.1.7, e começo a viajar pelo espaço e pelo tempo.

Em minha loucura, sonho ou ilusão
Abro meus olhos
E me encontro ao seu lado.

Um jovem escritor 
Que escreve sobre o tempo
E percebo que foi ele a me libertar.

Daquela velha casa em Londres
Em uma fria tarde de inverno
Quando escreveu em sua estranha máquina.

Ano 1875, Londres. ( Vim lhe salvar)

Um senhor viajante


Aquele senhor aventureiro
Acredito que sou
Viajante em tantas histórias
Que retrato em poesia ou canção no entardecer.

Já fui chamado de louco
Que seja então
Louco por amar, viajar e sonhar.

Por amar a vida 
A garoa no amanhecer 
E a garota que me acompanha
Em minhas viagens.

Aquela dona que não me deixa
E que não deixo
Por que sem ela
Não sei viver!

Aprecio minhas viagens
Reais e fantásticas
Não importa, estou lá 
Basta um piscar.

Em diário já retratei
Aquele prazer em degustar um vinho antigo
 Olhando a lua em algum luar
Em exótica ilha perdida.

Voltas ao mundo 
Lugares á conhecer 
Florestas de Bambu em Kioto.

Onde o som que alivia
Traz paz e renascer
Ao ver borboletas depois da chuva
E na noite lanternas pelo céu do Japão.

Um senhor viajante
O escritor,  aventureiro e  romântico
Que sabe viver, amar e viajar.





terça-feira, 27 de junho de 2017

Eu e o guarda chuva

O céu nublado
Óculos embassados
Névoa nos becos
E um passo apressado.

Dia perfeito que chega
Neste amanhecer nevoado
E meu relógio enferrujado
É de bolso e marca o tempo
Segundo a segundo
Vai contando
Gotas carregadas pelo vento
Chuva, chuvisco e não tempestade.

Pingos caem
Pelo caminho nessa manhã
Apresso os passos
Ao encontro dela.

E com a chuva que cai
Feliz eu e ela
Embaixo do guarda chuva
Voltamos para casa.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Bilhetes para um nobre olhar


Por muitas noites
Perdi o meu olhar
Contando estrelas
Faíscas em espirais
Cometas a desenhar o céu
Ao alcance de um piscar.

Paro o tempo
E o meu respirar
E volto com uma certeza.

Que o pensamento é
O bilhete que me leva
Para as estrelas e o coração
De um nobre olhar.    

Meu amigo Luado


Sabe aquele amigo
Que marca nossa existência
Sim, é o meu amigo gato.
Que pela manhã
Se entrelaça entre minhas pernas
Querendo atenção
E tambem a sua ração.
Carente, pobre animal
Esperto, malandro
Que batizei de Luado
Talvez por ser um pouco avoado
Esse velho amigo gato.
E entre um gole de café
Ele sempre espera
Um agrado.
Tempo depois
A campainha toca
Eu e luado
Prontos para abrir a porta.
Sim, é ela
A minha alegria e felicidade
A minha estela
Que é a minha filha
E carinhosa amiga
Do velho gato Luado.
        

Entre os muros do coração

Dias que passam lembranças perdidas Coração alarmado. Por que chora? Por que fica assim? Olhar perdido Sem direção. Ao criar um ...