segunda-feira, 24 de julho de 2017

É bela Tarde

Corre o dia
Como o rio que não volta
A tarde que enfim chega
Vem trazendo doçura.

Um café da tarde
Um chá tailandês 
Uma velho álbum de fotografia.

É bela tarde que chega 
Uma mensagem
São boas noticias 
É bela tarde.

A visita de um pai 
A surpresa de uma mãe
O abraço de um irmão.

É bela tarde 
Um convite de casamento 
Um amigo ou amiga
Que vem lhe contar boas novas.

É bela tarde
Que bom que chegou
Aquece meu coração 
Me fazendo esperar o amor
Que logo chega
Em pleno final de Inverno.


terça-feira, 18 de julho de 2017

Eu e minha máquina do tempo

São 16:45 no velho relógio de bolso
É inverno em Londres
Fria tarde de 1875.

Dias que passam sem sol
Apenas nuvens vem dançar
Carregadas pelo vento, e pelo tempo.

E na sala vazia fica
Uma mesa
Uma cama
Uma cadeira
E a máquina de escrever.

E na mesa a xícara de chá
Um prato com bolo
Talvez doce, ou não.

Aqui as paredes não tem cor
Nesta velha casa
Abrigo de histórias
De cavaleiros e damas.

O meu coração bate
Está lento, já não é mais o mesmo
A idade avança
Os olhos cansam
A vida acaba
Nesta casa.

A minha fuga é a velha máquina
Me transporta para muitos lugares
Viagens que foram feitas
Ou apenas sonhadas.

Sem sair do lugar
Nesta tarde eu posso
Viajar no tempo.

Permito que meus dedos calejados
Encontrem na máquina
Os números 2.0.1.7, e começo a viajar pelo espaço e pelo tempo.

Em minha loucura, sonho ou ilusão
Abro meus olhos
E me encontro ao seu lado.

Um jovem escritor 
Que escreve sobre o tempo
E percebo que foi ele a me libertar.

Daquela velha casa em Londres
Em uma fria tarde de inverno
Quando escreveu em sua estranha máquina.

Ano 1875, Londres. ( Vim lhe salvar)

Um senhor viajante


Aquele senhor aventureiro
Acredito que sou
Viajante em tantas histórias
Que retrato em poesia ou canção no entardecer.

Já fui chamado de louco
Que seja então
Louco por amar, viajar e sonhar.

Por amar a vida 
A garoa no amanhecer 
E a garota que me acompanha
Em minhas viagens.

Aquela dona que não me deixa
E que não deixo
Por que sem ela
Não sei viver!

Aprecio minhas viagens
Reais e fantásticas
Não importa, estou lá 
Basta um piscar.

Em diário já retratei
Aquele prazer em degustar um vinho antigo
 Olhando a lua em algum luar
Em exótica ilha perdida.

Voltas ao mundo 
Lugares á conhecer 
Florestas de Bambu em Kioto.

Onde o som que alivia
Traz paz e renascer
Ao ver borboletas depois da chuva
E na noite lanternas pelo céu do Japão.

Um senhor viajante
O escritor,  aventureiro e  romântico
Que sabe viver, amar e viajar.





terça-feira, 27 de junho de 2017

Eu e o guarda chuva

O céu nublado
Óculos embassados
Névoa nos becos
E um passo apressado.

Dia perfeito que chega
Neste amanhecer nevoado
E meu relógio enferrujado
É de bolso e marca o tempo
Segundo a segundo
Vai contando
Gotas carregadas pelo vento
Chuva, chuvisco e não tempestade.

Pingos caem
Pelo caminho nessa manhã
Apresso os passos
Ao encontro dela.

E com a chuva que cai
Feliz eu e ela
Embaixo do guarda chuva
Voltamos para casa.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Bilhetes para um nobre olhar


Por muitas noites
Perdi o meu olhar
Contando estrelas
Faíscas em espirais
Cometas a desenhar o céu
Ao alcance de um piscar.

Paro o tempo
E o meu respirar
E volto com uma certeza.

Que o pensamento é
O bilhete que me leva
Para as estrelas e o coração
De um nobre olhar.    

Meu amigo Luado


Sabe aquele amigo
Que marca nossa existência
Sim, é o meu amigo gato.

Que pela manhã
Se entrelaça entre minhas pernas
Querendo atenção
E tambem a sua ração.

Carente, pobre animal
Esperto, malandro
Que batizei de Luado
Talvez por ser um pouco avoado
Esse velho amigo gato.

E entre um gole de café
Ele sempre espera
Um agrado.

Tempo depois
A campainha toca
Eu e luado
Prontos para abrir a porta.

Sim, é ela
A minha alegria e felicidade
A minha estela
Que é a minha filha
E carinhosa amiga
Do velho gato Luado

        

terça-feira, 4 de abril de 2017

Sorriso molhado

Me lancei ao desconhecido
E deixei que as chuvas de verão
mudassem meu caminho.

A chuva caiu lá fora, na despedida
Não foi fácil...
Mas a vontade de viver e sonhar
Me fez voltar a encantar
Delicados olhares
Que percorrem esse rabiscar.

Espero sempre boas noticias
Ao escutar as gotas da chuva no telhado
Que na despedida e na receptiva
Sempre estarão lá.

Que bom é lembrar
De uma amizade distante
Ou um amor adolescente
Que resolveu voltar.

Tenho tanto a lembrar
Neste fim de tarde
Esperando a chuva chegar.

Chuva que traz alegrias
E também um belo sorriso
Que molhado por inteiro
Pela chuva a respingar
E que depois de muitos anos
Vem tomar café comigo.



É bela Tarde

Corre o dia Como o rio que não volta A tarde que enfim chega Vem trazendo doçura. Um café da tarde Um chá tailandês  Uma velho...