segunda-feira, 6 de maio de 2013

O escritor dinamarquês

Ao olhar o horizonte
Em mais um fim de tarde
Com minhas lágrimas
Mergulhadas na tinta
Fazendo das palavras marcas no papel
E no meu solitário coração.

Já se passaram muitos anos
Me esqueceram
Nesta casa a beira mar.

O vento frio do mar do norte
É típico dinamarquês
Me faz pensar em querer
Voltar no tempo.

A 5 mil anos atrás
Em tempo de batalhas
Espadas e escudos
Vikings a navegar.

Entre o gelo e a neve
Nada teria a lamentar
Mas a lutar por objetivos
Sonhar e conguistar.

Hoje estou aqui
Sou prisioneiro
Nesta vida que tenho.

Com minha pena de cisne
Na velha mesa de cedro
Ao lado da janela escrevo
Lamento e fantasia.

Ao meu lado a lareira
Na janela bate o vento frio
E na mesa o vinho quente.

Passarei o que me resta deste tempo
Nesta casa entre o frio e a noite
O amanhecer e o entardecer.

Serei lembrado um dia
Não sei! será segredo do destino
Mas o que resta ao meu coração
E esperar pela proxima estação.

Ainda vou lutar
Para não ser lembrança
Rascunho em uma gaveta.

E quando o inverno chegar
Quero ser lembrado
Como a primeira estrela no horizonte
O escritor dinamarquês
Que em sonhos foi navegar.             

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Coração no céu

Eu e você
Neste amanhecer
Entre um sorriso e um beijo
E um envolvente carinhoso abraço.

No parque vamos passear
Entre as flores coloridas
E o fresco orvalho da manhã.

Em caminhos de pedra
Entre a grama molhada
Olhos atentos em cada gesto
Somos um casal apaixonante.

Nosso olhar se lança ao céu
Vamos brincar de encontrar
Formas especiais que as nuvens podem criar.

Um passáro, um velho senhor
Um dragão ou beija - flor
E o que nos chama atencão
Duas alianças e um coração.

Coincidência ou não
Vou resumir a nossa história
Ela casou comigo
E de presente pedi a Deus
Que lhe desse em um belo amanhecer
Um grande coração no céu.               

sábado, 20 de abril de 2013

Pedaço de estrela cadente

Vou caminhar com meus pensamentos
Entre a mata e os raios de sol
Que se lançam por entre os galhos.

Cheiro de terra molhada
Chuva fina que passou
E o cheiro das flores silvestres
Que se misturam ao suave vento.

Em cada passo
Pássaros pequenos se dispersam
São detalhes em minha descoberta
Do encanto de vida deste lugar.

Deixo para trás as ilusões
E contemplo minhas emoções
A natureza é assim
Renova e resgata o coração.

Sigo calmamente na trilha
Vou desbravar
Respiração agitada
E as batidas do meu coração.

Que se confundem com o vento
E o barulho da cachoeira
Escondida na mata
Em algum lugar.

Ao chegar no riacho
Já é meio dia
E algo me chama atenção.

Dentro d'gua
Brilha entre o cascalho
Será um diamante?
Entre os pequenos peixes
Que parecem nadar em sintonia
Com a leveza da corrente
A beira da cachoeira azul.

Não penso, eu arrisco
Entre as pedras e os peixes
E o frio das aguas do meio dia.

Em um mergulho profundo fui buscar
Meus pensamentos foram comigo
O que será?
Coração bate mais forte
Ate enfim descobrir
E na palma da mão colocar
Pequeno pedaço de estrela cadente.

                     

quarta-feira, 17 de abril de 2013

É amor, é amizade

Dizem que ao amar
Se perde a noção do tempo
Se ama é sendo amado
Tudo vira um sonho
A vida fica mais bela.

Mas, se o amor engana o coração
Dizendo que é amizade
Para não ficar distante
Ainda assim é amor.

Amizade que faz amar
Mesmo não sendo amado
Como quer o coração.

É a nossa história
Se é amor ou se é amizade
Deixo a vida acontecer.

Te amo de um jeito ou de outro
Sigo ao seu lado
É amor, é amizade.           

sábado, 6 de abril de 2013

É Bela

Mullher abençoada
Será mãe, ainda mais bela
Carrega a semente do amor
Uma criança que vai chegar.

Um presente que Deus lhe dá
E assim que sente
A beleza de ser mãe
Que abençoa e protege
Que cuida e agrada.

Em seus braços irá balançar
Cada dia uma história
Guardada no seu coração.

Mulher não se preucupe
Com o tempo
Do enjôo ao desejo .

Se aumentar o peso
E fugir de suas medidas
Ainda é minha amada.

E assim para sempre será
Eu e você e quando chegar
A nossa pequena Bela.        

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Moeda de prata

Amanhece em meu recanto
Com orvalho no gramado
É um efeito perfeito
No caminho estreito
Entre a mata e o riacho.

Antes de sair de casa
Bebo meu café quente
A moda antiga
No fogão de lenha
E vou para escola.

Passo por caminho de terra vermelha
Entre a lama
É dia de chuva
A mata escura de um lado
Do outro um riacho azul.

Neste caminho certa vez
Uma antiga moeda de prata  encontrei
Decorada com um velho senhor.

Não sei quem era
Mas me lembrava
Meu querido avô.

Que contava histórias
Ensinando seus segredos.
A esse pequeno sonhador.

Caminhos a seguir
Histórias para serem contadas
Lembranças escritas em meu diário.

Sobre o dia que eu encontrei
Uma moeda de prata
Bem perto da escola sorriso azul.

          

Meu amigo cupido

Pequeno anjo
Que é meu amigo
Por quê faz isso comigo?

És responsável
Por flecha perdida
Passam os dias
A noite, o vento e o tempo
E o amor onde está.

Mas entre tantas ilusões
Não vou culpar
Meu amigo cupido
Que é portador do amor.

E assim te lanço um desafio
Para renovar a nossa amizade
Voe pelo mundo e procure
A metade do meu coração
O começo da felicidade
A razão para viver.

E quando a encontrar
Diga a ela em sonhos
Que de coração feliz
Venha ao meu encontro.

E quando passar o tempo
Nossos caminhos irão se cruzar
E o olhar encantado irá brilhar.

Se for amor saberei
Que é culpa do meu
Abençoado amigo cupido.

                   

Sorriso de Janeiro

Nasce o sol na cidade Um novo dia a brilhar,   Os sonhos ganham vida É hora de amar.   Cores e sorrisos, no ar um perfume! As ondas do mar d...