segunda-feira, 21 de abril de 2014

Lembranças em um relógio de bolso

Hoje ao abrir a velha gaveta
Percebi esquecido
Em poeira o velho relógio de bolso.

Que já não funciona há muito tempo
Parado marcava
6:46.

No entardecer
Foi quando você partiu
E como uma estrela azul
Foi brilhar no céu.

Por anos lamentei
Sem entender
Em lágrimas
Busquei culpados.

Eu não sabia!
Até hoje!
Ao resgatar velho relógio de bolso.

Ao abri-lo
Estava o nosso retrato
Foi difícil, mas entendi.

Que ficar sem você
Era necessário para aprender o verdadeiro significado
O que é o verdadeiro amor?

Sentimento que não morre
Ao fechar os olhos
Mas evolui, vira o vento
Que toca a face.

A essência de felicidade
Em cada amanhecer
Ao me lembrar de você.

Fecho a tampa
Uma última lágrima cai
E o relógio volta a bater...