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" Memórias de um poeta e um antigo farol encantado...

 “ Olhei para o céu
Observando o interessante
 Formato das nuvens
Já era tarde e admirava
O pôr do sol dinamarquês.

Continuando lentamente
 Minha caminhada
De todas as tardes pela praia.

Ouvindo o som das gaivotas
 E o barulho das ondas do mar
Que se quebram ferozmente
Ao se encontrar com as pedras.

Vento gelado que se aproxima
Céu começa a escurecer
Ao longe no horizonte
Um pequeno barco de pescadores passa
Ao final de mais um dia.

E o sol dinamarquês
 Se despedindo lentamente
Rodeado por um brilho especial.

Acompanhado por nuvens distantes
Que prenunciam uma tempestade
Que dividem a minha atenção
Naquela visão envolvente.

Volto meu olhar
Para o alto de um mirante
Onde existe
Há muito tempo
Um antigo farol
Que muitos dizem ser encantado.

E que os visitantes
 Que por lá passam
Ao fazer um pedido
Sendo noite enluarada
Na direção ao horizonte perdido.


Pedido que acontece
Feito um sonho realizado
Trazendo paz na alma
E no coração
Por muitas gerações.

Acreditar ou não
Vai de cada emoção
Talvez tudo aconteça realmente
Ou seja, apenas criação humana.

Continuo a caminhar
Distraindo-me
 Pelo encanto do farol
Que sua luz lança ao mar
Olhar iluminado
Que pela imensidão segue.

Mudo meus passos
Apresso-me para casa
Talvez a tempestade
Logo chegue.

Caminhando pensando na vida
Saindo da praia já me encontro
Em um pequeno vilarejo.

Afinal e sempre bom
Conversar com os amigos
Na pequena hospedaria.

Abro a porta que é decorada
Com antigas redes de pescadores
E caminho em direção aos amigos
Que intensamente me acenam.

Ao chegar perto me abraçam
E me convidam a um chá quente
Que somente se encontra naquele lugar.

Mistério se pode tentar decifrar
Na receita daquele chá
Segredo quardado a sete chaves
Passado de geração a geração.

Volto-me aos amigos
E ao sabor daquele intrigante bebida
Afinal nada mais agradável
Quando pela tarde
Um frio suave chega.

E assim perceber
Que já e hora da estação mudar
Em breve o frio vai chegar.

E neste lugar interessante
Ao lado dos amigos e daquele chá
Mergulho meus pensamentos
Em antigas lembranças
Que perdidas se encontram no interior
Da minha alma.

Passado alguns momentos
Naquele ambiente confortável
Sigo em direção a minha morada.

Caminho por um antigo
 Corredor de pedra
Entre casas iluminadas
 Pela claridade das velas.

Até finalmente chegar
Em uma casa simples
Uma janela, uma porta, uma cozinha,
 E uma pequena sala.

Onde muitos livros amontoados
Encontram-se
E na pequena mesa
Minha última história
Que ainda espera
 Chegar ao seu fim.

Sou um antigo escritor
Desta ilha distante
Em terras dinamarquesas
Que pelas tardes caminha
 Quando falta a direção.

Volto-me ao antigo farol
Onde em seu encanto e sua história
Em possa encontrar
 O final para a minha obra
Que já se encontra quase pronta.

História que foi retratada
 Com finas penas
Iluminada pela luz das velas
E a companhia das estrelas.

E assim ao final de mais um dia
Cansado depois
De uma intensa caminhada
Pela ilha dinamarquesa.

Deito-me em minha cama
Rodeado pelos livros e pensamentos
E a visão do farol
Que da minha janela
É possível contemplar.

Quando a tempestade que cai
Acompanhada de raios e trovões
Não me faça fechar a janela
E esconder a bela visão do farol.

E assim entre um clarão de relâmpago
E o bater da chuva forte
Em minha janela
Que parece não querer fechar
Encontrei o final do meu livro.

Livro que tem como principio
Baseado nas lembranças
Da minha vida nesta ilha.

E tem em seu titulo;

" Memórias de um poeta
 E um antigo farol encantado"

Nada mais natural
Nesta vida poética
Como lembranças ou sonhos
Serão vividas
Em cada palavra que eu escrever.

Adormeço me entregando ao sonho
E esperando por um novo dia
Depois que a tempestade passar.



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